Resumen
Os casos de intoxicação por paraquat apresentam elevada taxa de mortalidade, ocorrendo geralmente por contaminação acidental ou ingestão intencional para tentativa de suicídio. O objetivo deste estudo foi reportar os principais achados clínicos e médico-legais de um caso de morte por intoxicação exógena por paraquat no Estado de Santa Catarina, Brasil. A vítima tratava-se de uma mulher, de 57 anos de idade, com histórico de suspeita de autointoxicação pelo herbicida, ocorrido há 48 horas antes da internação. No dia seguinte, à internação, a vítima faleceu. Externamente, o corpo estava edemaciado, apresentando intensa coloração amarela generalizada (icterícia) que chamava a atenção. O hemograma demonstrou elevação nos marcadores bioquímicos hepáticos. A vítima apresentava queimaduras químicas na cavidade oral. Os principais achados médico-legais internos consistiram na constatação de fibrose pulmonar, com ocorrência de sufusões hemorrágicas em regiões dos pulmões; congestão, icterícia, necrose hepática e regiões com pontilhados hemorrágicos no fígado; e regiões hemorrágicas difusas no parênquima nos rins. Os resultados médico-legais deste estudo de caso foram consistentes com os resultados apresentados por outros pesquisadores. A causa da morte da vítima foi determinada por falência múltipla de órgãos, por conta de intoxicação exógena por paraquat.