Résumé
Os ossos longos tem papel importante como meio auxiliar na estimativa sexual. O úmero pode ser uma alternativa importante na identificação humana, quando ossos como crânio e púbis não estão disponíveis. Métodos osteométricos são baratos e precisos, mas são específicos de cada população. Portanto o objetivo do presente estudo foi avaliar a precisão do úmero estimando sexo em uma população do sudeste brasileiro. O estudo utilizou uma amostra composta 42 ossos úmeros catalogados, sendo 30 de homens e 12 de mulheres, que fazem parte do Biobanco "Ossos, dentes e cadáveres humanos" do laboratório de Anatomia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (UNICAMP). Foram mensurados sete parâmetros de cada osso úmero, utilizando paquímetro digital e tábua osteométrica. As diferenças nas medições foram submetidas à análise estatística padrão e um ponto discriminante foi determinada para indicar se o osso é masculino ou feminino. As razões de dimorfismo sexual foram calculadas para determinar o nível de diferenças entre os sexos. A diferença de médias para todas as variáveis foi significativamente maior em homens em comparação com mulheres (P <0,01) como parâmetro único mais eficaz para prever o sexo sendo a largura epicondilar com uma pressão de 85,7%. Os resultados indicaram boa precisão em um dos parâmetros estudados, mesmo com o limitado tamanho amostral, sugerindo que o úmero é um osso que pode ser utilizado nessa população. Conclui-se que o úmero é um osso eficaz que pode ser usado com segurança para estimar do sexo nessa população brasileira, porém estudos com tamanhos amostrais mais amplos precisam ser realizados.