Resumo
A Entomologia Forense auxilia na estimativa do Intervalo Pós-Morte (IPM) por meio do estudo dos insetos associados à decomposição cadavérica. No Brasil, essa área ainda é pouco explorada em diversas regiões, incluindo o estado do Paraná, onde o conhecimento sobre a entomofauna forense, especialmente na região de Maringá, permanece limitado. Este estudo investigou a comunidade entomológica associada à decomposição de carcaças de coelho-doméstico (Oryctolagus cuniculus domesticus), monitorando as fases de decomposição, a diversidade e a frequência relativa dos insetos, além de descrever a sucessão ecológica ao longo do processo. Para isso, duas carcaças foram expostas no Horto Didático da Universidade Estadual de Maringá, com coletas realizadas por meio de armadilhas do tipo Shannon e pitfall. No total, foram coletados 4.879 indivíduos, dos quais 99,73% pertenciam à classe Insecta. As ordens Diptera e Coleoptera, de maior relevância forense, foram representadas por onze e sete famílias, respectivamente. Observou-se uma variação significativa nas frequências relativas das famílias dessas ordens, bem como entre espécies de Calliphoridae, evidenciando um padrão de sucessão ecológica ao longo das fases de decomposição. Este estudo pioneiro amplia o conhecimento sobre a entomofauna forense em Maringá, fornecendo dados relevantes para investigações criminais e contribuindo para a consolidação da Entomologia Forense no Paraná.