Desenvolvimento de metodologia de baixo custo para geração de amostras de resíduos de incêndio em solo usando etanol


Resumo

Situações nas quais verifica-se a ocorrência de incêndios, infelizmente, estão presentes no cotidiano da sociedade moderna. Desse modo, surge, então, a necessidade de elucidar suas causas. Em incêndios dolosos, foco deste estudo, é comum o uso de acelerantes para facilitar a iniciação e propagação do fogo, sendo tais substâncias, geralmente, líquidos inflamáveis. A identificação do líquido inflamável usado como acelerante é uma etapa muito importante da perquirição de um incêndio; no entanto existem várias condições que podem dificultar a detecção de líquidos inflamáveis em locais de incêndios, sendo o tempo máximo para coleta, após a extinção do incêndio, uma das mais desafiadoras. Assim, buscou-se uma metodologia que possibilitasse a geração de amostras de padrões de incêndios. O presente trabalho tem como objetivo examinar os parâmetros que influenciam a detecção de etanol em solo, especialmente o intervalo de tempo máximo que permita a detecção do acelerante fazendo-se o uso de uma metodologia condizente com a realidade do país. Utilizou-se o Latossolo Vermelho como substrato, sendo possível detectar etanol até 72 horas em incêndios simulados, em todas as condições estudadas; fato que sugere que tal metodologia é promissora.


Palavras-chave

Resíduos de Incêndio
Incêndio Criminoso
Incêndio
Etanol
Acelerantes

Referências

  1. E. Stauffer; J. A. Dolan; R. Newman. Fire Debris Analysis. Academic Press (2007) 1-4.
  2. D. A. Turner; J. Pichtel; Y. Rodenas; J. L. Mckillip; J. V. Goodpaster. Microbial Degradation of Gasoline in Soil : Comparison by Soil Type. J. Bioremed. Biodeg. 5: (2014).
  3. D. A. Turner; J. V. Goodpaster. The effects of season and soil type on microbial degradation of gasoline residues from incendiary devices. Anal. Bioanal. Chem. 405: 1593–1599 (2013).
  4. C. Martín-alberca; H. Carrascosa; I. San; L. Bartolomé; C. García-ruiz. Acid alteration of several ignitable liquids of potential use in arsons. Sci. Justice 58: 7-16 (2017).
  5. C. Martín-alberca; F. E. Ortega-ojeda; C. García-ruiz. Analytical tools for the analysis of fire debris. A review: 2008-2015. Anal. Chim. Acta 928: 1–19 (2016).
  6. B. Falatov; M. Ferreiro-gonz; C. Mart; Š. Galla; M. Palma; C. G. Barroso. Effects of Fire Suppression Agents and Weathering in the Analysis of Fire Debris by HS-MS eNose. J. Sens. 18: 1–11 (2018).
  7. I. U. Eta; Y. S. Aito; K. T. Eraoka; H. M. Atsuura; K. F. Ujimura; K. J. Inno. Novel Fire Investigation Technique Using Needle Extraction in Gas Chromatography. Anal. Sci. 26: 1127-1132 (2010).
  8. ASTM E1618-14, Standard Test Method for Ignitable Liquid Residues in Extracts from Fire Debris Samples by Gas Chromatography-Mass Spectrometry, ASTM International, West Conshohocken, PA, 2014, www.astm.org
  9. Castelbuono, J. (2008). The Identification Of Ignitable Liquids In The Presence Of Pyrolysis Products: Generation Of A Pyrolysis Product Database. Florida, Estados Unidos da América: University of Central Florida. Fonte: https://stars.library.ucf.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=4626&context=etd.
  10. INMETRO. (Agosto de 2011). PROGRAMA DE ANÁLISE DE PRODUTOS: RELATÓRIO SOBRE ANÁLISE EM EMBALAGENS DESCARTÁVEIS DE ALUMÍNIO. Rio de Janeiro, Brasil. Fonte: <http://www.inmetro.gov.br/consumidor/produtos/embalagens.pdf>.

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Criminalística

Compartilhe

Download

Autor(es)